Sobre o MIMo

O Museu da Indumentária e da Moda (MIMo)[1] é fruto de estudos e ações de pesquisa nas áreas de Moda, Design, História, Antropologia e Museologia. O museu, por atuar em ambiente online, apresenta, ao público em geral, parte de seu trabalho de acervo e gestão museológica, por meio do site <www.mimo.org.br>[2].

Para fortalecer a vocação do MIMo enquanto Centro de Referência em Estudos e Pesquisas de Memória, Indumentária e Moda, o Museu da Indumentária e da Moda, sob a liderança da professora Márcia Merlo, a partir de abril de 2014, tornou-se um grupo de pesquisa do Diretório dos Grupos de Pesquisa (DGP) do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e pode ser visualizado no DGP do CNPq[3].

O Museu da Indumentária e da Moda (MIMo) investiga modos de vestir e de viver e propõe desvendar significados do vestuário e seu uso, apontando articulações com os quadros socioeconômicos, políticos e culturais, em diferentes épocas, dentro do raio da memória, por meio da imagem fotográfica.

Trabalha visando a ampliação de seu acervo digital de documentos (fotografias, cartas, postais, imagens publicitárias, revistas, catálogos, projetos e criações de moda etc.) e de indumentos, objetivando preservar e registrar a memória dos artefatos – roupas, acessórios, instrumentos e processos de criação e técnicas de trabalho. Almeja, nesse processo, recuperar histórias por meio da memória individual e coletiva, dos estudos em torno da cultura (i)material, seja em acervos de moda e têxteis, seja por meio da história e da memória individual e coletiva sobre a indumentária e a moda, utilizando-se da interatividade na rede de computadores.

Dessa forma, as ações acadêmicas de maior notoriedade do MIMo são: o Seminário Moda Documenta, o Congresso Internacional de Memória, Design e Moda e os Diálogos com o MIMo. Pretende, também, reunir contribuições de pesquisadores e profissionais da História, da Antropologia, da Filosofia, da Comunicação, da Moda, do Design, da Museologia e áreas afins. Para tanto, a equipe diretiva do MIMo[4] procura envolver novos parceiros tanto na realização anual do Moda Documenta, seu evento técnico-científico de maior notoriedade acadêmica, operando em caráter educativo do Museu.

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Para saber mais:

[1] O Museu da Indumentária e da Moda (MIMo) inspirou-se, em parte, no antigo Museu Virtual da Moda, no tocante ao trabalho com fotografias de álbuns de família, e no Museu da Pessoa, que conta a história de vida de qualquer indivíduo que a tenha compartilhado com o museu. Com essas duas fontes inspiradoras e parceiras, o Museu da Indumentária e da Moda pôde criar seu próprio projeto, com a constituição de novos acervos e na discussão de metodologias de catalogação e digitalização apropriadas a um projeto de natureza digital.

O Museu Virtual da Moda, grupo de pesquisa aberto em 1999 e fechado em 2010, liderado pela professora doutora Kathia Castilho, pretendia contar histórias documentadas por fotografias que evidenciavam trajes, adornos, modos de uso e o que as revistas noticiavam enquanto moda. Seu objetivo era apresentar como a singularidade de cada traje podia aparecer com a intensidade do sonho de quem o idealizou, costurou, utilizou. Diz Castilho (2012): “Começamos selecionando alguns temas que permitiram a construção de um acervo de imagens, por meio de trajes de casamento, de praia, fantasias de Carnaval. Esperava-se assim promover e constituir a documentação do vestir na história da moda no Brasil. Esse acervo, por sua vez, foi composto, essencialmente, de fotos trazidas por alunos, que registravam variadas formas do vestir em diferentes épocas e com diferentes influências regionais. Os próprios alunos entrevistavam seus familiares, indagando: que roupa era aquela, quando foi usada, quem a costurou, com qual tecido? A ideia era formar um banco de fotos/dados que possibilitaria certa análise do processo da história da moda, dos usos e costumes da moda no Brasil. O meio escolhido para contar essas histórias foi o virtual”.

[2] A construção do primeiro site <www.mimo.org.br> contou com a direção de arte do designer Tadeu Costa e da programação do designer Marcelo Falco, em um trabalho de colaboração inestimável. Tadeu Costa também desenvolveu o logo do MIMo e adaptou o do Moda Documenta, levando em consideração o escopo dos projetos em questão e suas maiores referências históricas e iconográficas, com uma atualização de formas. A partir de agosto de 2012, Leonardo Andrade, então aluno de Iniciação Científica com bolsa PIBITI-CNPq, assumiu a responsabilidade pela programação e atualizações tecnológicas do MIMo, em trabalho conjunto e voluntário com o grupo diretivo do Museu. Em setembro de 2014, Leonardo Andrade colocou o MIMo em uma nova plataforma digital aberta – WordPress, a título de experimentação.  A partir de janeiro de 2015, os serviços de programação e a contínua alimentação dos sites do Museu (www.mimo.org.br e www.modadocumenta.com.br) passam a ser terceirizados, sob a supervisão da Direção Científica do MIMo. Hoje há um novo grupo de pesquisadores e profissionais trabalhando na criação de uma plataforma adequada ao MIMo. Este é um projeto que faz parte do Grupo de Pesquisa e acontecerá em médio e longo prazo. Por enquanto, o que temos é um site experimental com a apresentação de parte de seu acervo em exposição.

[3] Enquanto grupo de pesquisa do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil do CNPq, credenciado na Universidade Anhembi Morumbi (UAM), no período de 2011 a 2013, o MIMo realizou diversas ações de desenvolvimento de pesquisa envolvendo alunos, professores e colaboradores. Tais ações resultaram na publicação de vários artigos e matérias em periódicos nacionais, em anais de congressos nacionais e internacionais, assim como na idealização e na criação do site do Museu. Entre as suas atividades, destacaram-se os encontros dos grupos de estudos Design, Memória & Sociedade (DM&S) e Cotidiano e Design, coordenados pela professora Márcia Merlo, e continua inserido no projeto de pesquisa Design, Memória e Cultura: experiências museológicas no meio digital, da mesma autora.

No período de 2012 a 2013, pesquisou a Teciteca Dener Pamplona de Abreu – trabalho que gerou a Exposição JEANS: cotidiano e subversão, a Mostra Dener Pamplona de Abreu, a gravação do vídeo sobre a criação da Teciteca, um projeto de Iniciação Científica, finalizado, sob a orientação da professora mestre Mitiko Kodaira de Medeiros (pesquisadora do MIMo) e um projeto de Iniciação Científica, finalizado e publicado em periódico da área, sob a orientação da professora doutora Márcia Merlo.

Em 2014, o MIMo reiterou a parceria com o Museu da Língua Portuguesa, retomou as conversas de cooperação com o Instituto Clodovil Hernandes e associou-se ao Café della Scena para realizar os Diálogos com o MIMo, mais uma ação acadêmica do Grupo. Entende-se que as parcerias ampliam a possibilidade de compartilhamento de novos acervos de indumentária e moda, e a geração de novas pesquisas, debates, cursos, assim como a chegada de mais participantes.

[4] A equipe do MIMo trabalha, hoje, no desenvolvimento de metodologias de digitalização e catalogação de seu patrimônio, propondo, portanto, a inserção e a existência no meio digital, e propiciando a realização de um projeto complexo enquadrado no campo da Moda, por meio de dois núcleos – o IED-SP e o de Franca-SP. Possui quatro linhas de pesquisa: 1) Design, Interfaces Digitais e Museus; 2) Design, Memória e Cotidiano; 3) Acervos Têxteis: Indumentária e Moda; 4) Artefatos Vestíveis: dos Pés à Cabeça. Desta forma, procura estabelecer um diálogo entre novas linguagens e seus suportes tecnológicos e as abordagens conceituais do universo da Museologia, da Filosofia, da História e Antropologia, da Moda e do Design.